4.6.10

Engenheiros


O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma estória e ele conta a dos três porquinhos.
- Meu filho, era uma vez três porquinhos, P1, P2 e P3, e um Lobo Mau, por definição, LM, que os vivia atormentando.
P1 era sabido e já era formado em Engenharia.
P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos, absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
P3 fazia Estilismo e Moda na Belas Artes.
LM, na Escala Oficial da ABNT para medição da Maldade EOMM), era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde ‘n’ é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo à Granja Viana.
Mas, nesse promissor perímetro, P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno, que mais parecia um castelo lego tresloucado.
Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo ‘o máximo’.
Um dia, LM foi até a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- ‘Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o CREA para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual!’
Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do CREA já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:
- ‘Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no concreto.’
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem. Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1.
Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: – ‘O que houve?’
P2: – ‘LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.’
P3: – ‘Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Estilismo e Moda!’
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!!
LM: – ‘P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do CREA em cima de você!!! e se for preciso até aquele tal de CONFEA.’
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do…do… estilista), LM chamou os fiscais. Quando estes lá chegaram, encontraram todas as obrigações e taxas pagas e saíram sem nada argüir. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu até a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadi-la.
Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima com uma inclinação de 32,3° em relação ao solo.
Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade vertical chegou a zero, a 200 metros do chão.
Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8m/s², calcule:
a) a massa corporal do lobo.
b) o deslocamento no eixo ‘x’ do lobo, tomando como referencial a chaminé.
c) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão (considere o atrito pela resistência do ar).





Três Arquitetos e três Engenheiros estavam viajando de trem para uma conferência.
Na estação, os três Arquitetos compraram um bilhete cada um, mas viram que os três Engenheiros compraram um só bilhete.
- Como é que os três vão viajar só com um bilhete? (perguntou um dos Arquitetos)
- Espere e verá – respondeu um dos Engenheiros .
Então, todos embarcaram.
Os Arquitetos foram para suas poltronas, mas os três Engenheiros se trancaram juntos no banheiro.
Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher os bilhetes.
Ele bateu na porta do banheiro e disse:
- O bilhete, por favor.
A porta abriu só uma frestinha e apenas uma mão entregou o bilhete. O fiscal pegou e foi em bora.
Os Arquitetos viram e acharam a idéia genial.
Então, depois da conferência, os Arquitetos resolveram imitar os Engenheiros na viagem de volta e, assim, economizar um dinheirinho. Reconheceram a boa idéia dos Engenheiros, porém com a criatividade que é natural nos Arquitetos, resolveram melhorar.
Quando chegaram na estação, a história se repetiu, ou seja, os Engenheiros compraram só um bilhete mas, para espanto deles, os Arquitetos não compraram nenhum..
- Mas, como é que vocês vão viajar sem passagem? (um Engenheiro perguntou perplexo).
- Espere e verá – respondeu um dos Arquitetos.
Todos embarcaram e os Engenheiros se espremeram dentro de um banheiro e os Arquitetos em outro banheiro ao lado.
O trem partiu. Logo depois, um dos Arquitetos saiu, foi até a porta do banheiro dos Engenheiros, bateu e disse:
- A passagem, por favor !!!





Um caipira mineiro vai observar um engenheiro que está trabalhando na construção de uma estrada. O engenheiro está fazendo medições do terreno com um teodolito.
-Taaarde! –começa a prosa o mineiro – prá que ocê tá usando esse trem aí?
-Estou medindo o terreno para a construção de uma estrada que vai passar por aqui. – responde o engenheiro.
-Uai!?? E oceis precisa desse trem pra fazê uma estradica?
-Sim, é necessário. Por que? Vocês aqui em Minas não usam isso para construir estradas?
-Ói, nóis num usa, não. Quando a gente qué fazê uma estrada, nóis sorta um burro e vai atrais, seguindo o bicho. Por onde o ele passá é o caminho mais fácil pra fazê a estrada…
-Muito engenhoso o método de vocês. Mas como é que se faz se vocês não tiverem o burro? –pergunta o engenheiro.
-Bão, quando é anssim, a gente chama us engenheiro.

aheuhehueahuhae ARQUITETURA FTW!  :D

Um comentário:

  1. Perguntam para um arquiteto:
    - Você sabe qual a diferença entre um arquiteto e um engenheiro?
    Ao que ele responde, já esperando alguma piadinha:
    - Não, não sei.
    A resposta vem rápida:
    - Mas o mercado de trabalho sabe!

    BE AN ENGINEER.

    Hhahuauhauhauhahua briiiinks, Fi!

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